Muitas vítimas de golpe do Pix acabam perdendo tempo por não saberem quais provas devem apresentar ao banco logo após a fraude. Quanto mais rápido e organizado for o envio das informações, maiores são as chances de registrar corretamente o caso e demonstrar que a transferência ocorreu em contexto de fraude.
Os principais documentos são os comprovantes das transferências, extratos bancários, prints das conversas com os golpistas, anúncios, e-mails, perfis utilizados no contato e qualquer dado relacionado à negociação. Também é importante guardar números de telefone, chaves Pix, nomes dos beneficiários e horários das transações.
Outro ponto importante é registrar um boletim de ocorrência e informar formalmente o banco sobre o golpe o quanto antes. Em muitos casos, o banco solicita detalhes sobre como a fraude aconteceu, se houve contato telefônico, acesso remoto ao celular, falsa central bancária ou promessa de investimento. Essas informações ajudam a contextualizar o ocorrido.
Mesmo quando o dinheiro já foi transferido, a documentação correta pode ser relevante para demonstrar falhas de segurança, movimentações suspeitas e a ausência de mecanismos de prevenção. Por isso, organizar as provas desde o início faz diferença tanto na tentativa administrativa quanto em eventual medida judicial.
Também é recomendado evitar apagar mensagens, conversas ou registros do aparelho celular. Muitas pessoas limpam o telefone por nervosismo e acabam perdendo elementos importantes que poderiam comprovar a fraude e auxiliar na análise do caso.
O Belarmino Advogados atua na defesa de clientes nessa situação, buscando a solução jurídica adequada para cada caso.
